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09/06/2004 03:07
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Extrair isso do UOL (é, ter lido e conhecido o Stewart Home causou isso), e tipo, é muito interessante:

Diretor de documentário antiMcDonald's virou celebridade nos EUA


Por Ray Richmond

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - Só nos Estados Unidos poderia acontecer de uma pessoa pegar um filme que custou míseros 65 mil dólares e usá-lo para constranger e pressionar uma multinacional multibilionária. Foi exatamente isso que Morgan Spurlock fez com "Super Size Me", a sensação de Sundance que já arrecadou 6,2 milhões de dólares em um número minúsculo de cinemas.

"Super Size Me" é um documentário independente que acompanha a deterioração da saúde de Spurlock, que foi roteirista, produtor, diretor e astro do filme, ao longo de 30 dias nos quais ele se alimentou exclusivamente de comida do McDonald's.

Spurlock engordou muito. Seu nível de colesterol saltou para o alto. Seu fígado se rebelou. Sua libido teve uma queda vertiginosa. O mais surpreendente, porém, é que a barriga de Spurlock não foi a única coisa que engordou: o mesmo aconteceu com sua carteira.

Espantosamente, "Super Size Me" passou três semanas entre os Top 10 das bilheterias americanas, apesar de ter sido exibido em algumas dezenas de cinemas durante a maior parte do tempo. O filme finalmente passou para mais de 200 salas de cinema na sexta passada, e, ao que tudo indica, será uma dor-de-cabeça para o McDonald's.

Conhecido, antes do filme, unicamente por ser criador e apresentador do seriado da MTV "I Bet You Will", Spurlock, de 33 anos, virou um nome imprescindível na mídia. Ele fechou um acordo com a FX para fazer um piloto de um reality show de uma hora de duração intitulado "30 Days". Seguindo a mesma inspiração de "Super Size Me", o programa vai levar uma pessoa a viver um estilo de vida totalmente diferente de seu habitual, durante um mês.

Spurlock fechou contrato com a editora Putnam para escrever um livro, ainda sem título, sobre o tema do fast food. Com a obra ele espera responder a muitas das perguntas levantadas pelo filme.

Comenta-se que o McDonald's pode estar patrocinando pessoas supostamente imparciais para que desmintam as afirmações feitas por Spurlock em "Super Size Me". Em nenhum momento o diretor afirmou estar fazendo uma pesquisa equilibrada e profunda do "Big Fast Food". Durante a maior parte do tempo ele adota um tom satírico, embora fique claro que existe uma questão nutricional mais séria em pauta.

Em entrevista telefônica concedida na semana passada, Spurlock - que financiou "Super Size Me" com o dinheiro que ganhou com "I Bet You Will" - comentou o que o inspirou a fazer o filme.

"Era o Dia de Ação de Graças de 2002, e eu estava sentado no sofá da minha mãe, nesse dia que comemoramos com gula e preguiça", contou. "Eu estava assistindo a TV e vi uma jornalista falando sobre o processo que duas garotas abriram contra o McDonald's por tê-las levado a engordar e adoecer".

Spurlock admite que, num primeiro momento, achou que o processo não tinha bases.

"Mas então comecei a ouvir sobre como a indústria do fast food volta sua publicidade a crianças desde uma idade muito nova e como ela reluta em fornecer informações nutricionais, então achei que talvez houvesse base para um argumento.

"Achei que, se a comida do McDonald's realmente fosse nutritiva, como afirmam os representantes da empresa, então eu poderia comê-la noite e dia e ficar ótimo".

E assim nasceu a idéia do filme, para o horror da namorada vegetariana do diretor (que também é vista em "Super Size Me"). Mas ninguém, muito menos o próprio Spurlock, poderia ter previsto sua repercussão.

"Se um sujeitinho tão pequeno quanto eu é visto como ameaça tão grande", conclui o diretor, "vale se perguntar do que será que essa gente tem tanto medo".
enviada por Sid Yasha






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